sábado, 7 de dezembro de 2013

A aventura de trenó

Na escola apareceu-nos no livro uma proposta, essa que era fazer um texto à escolha, como se aproxima o natal, fiz um que tenha a haver com esta época.



A aventura de trenó



                Era uma vez um menino chamado Fábio, chamado pelas outras pessoas por Frey.
                O Fábio aplicava-se na escola, fazia os trabalhos, tantos os de projeto como os de casa.
                Tocou para as nove horas…
                - Vá meninos, leiam a página trinta e dois e façam o resumo, eu fico a corrigir os vossos testes – obrigou a professora.
                - … o Pai Natal era uma lenda, não existe, no Pólo Norte, tal como aqui, é um familiar que se faz de Pai Natal… - leu o Fábio para dentro.
                Sentiu-se triste, sempre pensou que o Pai Natal era verdadeiro e não era nenhum conto inventado.
                Como estava distraído, não acabou de ler, tinha esse pensamento na cabeça.
                - Frey!!! Lê! – Ordenou a professora.
                - Ah, desculpe professora. Onde é que iam? – perguntou o Frey envergonhado.
                - No terceiro parágrafo! – disse o seu amigo.
                - Obrigado! – Agradeceu o Fábio.
                - De nada. – disse o seu amigo.
                Depois de o Fábio ter lido tocou para os alunos se irem embora.
                Chegou a casa e foi fazer rapidamente os trabalhos, para não se esquecer e no próximo dia apresenta-los à turma.
                Tum, tum, tum… Alguém bateu à porta!
                Olhou para o buraco pequeno e viu um Pai natal, mas pensou:
                - Deve ser uma pessoa mascarada a fazer-se de Pai Natal, o Pai Natal não existe, será ele?
                - Oh, oh, oh… Abre a porta meu rapaz, se calhar enganei-me na pessoa! Olha lá menino, não és tu que pensas que o Pai Natal existe?
                - Sim, porquê?
                - Eu sou um Pai Natal verdadeiro, não sou uma pessoa da tua família que se faz de mim!
                - Mas, tu és o Pai Natal?
                - Já te disse que sim! – disse o Pai Natal saturado.
                O Frey abriu a porta e puxou as bochechas do Pai Natal para o lado, não era nenhuma máscara.
                - Tu és o verdadeiro Pai Natal… Ah, mas onde estão as renas? E o trenó?
                - Anda comigo e vês!
                - Espera, ainda não fiz os trabalhos!
                - Deixa isso para depois…
                - Está bem… Posso fazer um trabalho sobre…
                - Já te disse que depois decides! – disse o Pai Natal interrompendo o Frey.
                Desceram no elevador e o Pai Natal fez uma pergunta muito importante ao Fábio:
                - Como te chamas?
                -Fábio, mas podes chamar-me por Frey, é assim que todos me tratam…
                - Está bem!
                O Pai Natal meteu o Fábio no trenó e disse às renas para andarem em frente!
                - Parece que estamos a andar numa montanha russa!
                - Pois, mas vamos dar uma volta por aí, no céu e, quando quiseres, voltamos.
                - O que te levou a pensar que o Pai Natal não existe? – Perguntou o Pai Natal.
                - Olha, por acaso foi hoje. No livro havia um texto que dizia que o Pai Natal já nem é uma lenda, o Pai Natal não existe. Foi isso!
                - Realmente não apareço por aqui vez nenhuma por aqui.
                - Isso aí ainda complica mais, ainda por cima, é um familiar que se faz de Pai Natal na noite de Natal!
                - Essa coisa tem de terminar! – disse o Pai Natal zangado.
                - Então, aparece na escola, amanhã, vais cmigo.
                - Não, é que eu tenho vergonha, já imaginaste saberem que eu sempre existi e só apareço agora?
                - Não é lá muito confortável, mas já viste o que é viver com uma mentira?
                - Sim, é mau!
                - Então anda comigo para a escola para provarmos que há um Pai Natal fixo.
                - Mas…
                - Mas devias era voltar, já está tarde! – Interrompeu o Fábio.
                O Pai Natal dirigiu-se até lá abaixo e subiu com o Frey.
                - Então, por onde andaste?
                Nessa pergunta que mãe do Fábio lhe fez apareceu o Pai Natal.
                Ele dormiu com o Frey e levantou-se mais cedo, foi buscar um presente para dar à escola do Frey.
                Desde aí todos acreditaram no Pai Natal e, o Pai Natal nunca mais foi um familiar, foi sempre o verdadeiro.


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